À medida que a onda verde da legalização da canábis se espalha por todo o mundo, manter-se a par dos países onde a canábis é legal pode ser um desafio. A indústria da canábis é dinâmica e evolui rapidamente, com mudanças constantes na regulamentação e reviravoltas inesperadas. Este artigo oferece uma visão geral da situação da legalização da canábis em todo o mundo, reflectindo as mudanças económicas e sociais que moldam os mercados globais, para o ajudar a manter-se informado.

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América do Norte: Liderando a carga

Na América do Norte, o Canadá destaca-se como pioneiro, tendo legalizado a canábis para uso medicinal e recreativo em 2018. Isto faz do Canadá um dos poucos países com um mercado de marijuana regulado a nível federal, servindo de modelo para outras nações que estão a considerar caminhos semelhantes.

Na América do Norte, o Canadá destaca-se como pioneiro, tendo legalizado a canábis para uso medicinal e recreativo em 2018.

Os Estados Unidos, embora não legalizem a canábis a nível federal, viram um número significativo de estados descriminalizar ou legalizar a canábis, quer para uso medicinal quer para uso recreativo. Estados como a Califórnia, o Colorado e o Massachusetts têm indústrias de canábis robustas graças às suas políticas progressistas. Esta abordagem a nível estatal oferece diversas oportunidades de negócio, mas pode complicar um pouco o panorama das estratégias a nível nacional. Há muito a aprender com a forma como a indústria de canábis dos EUA cresceu, tendo em conta os êxitos e os desafios com que se depararam ao abraçar uma indústria emergente e dinâmica.

Um mapa de calor da legalização nos Estados Unidos, mostrando o estado da legalização em cada estado.

América Central e do Sul: Políticas progressistas em ação

O Uruguai destaca-se por ter sido o primeiro país do mundo a legalizar totalmente a canábis para fins recreativos, em 2013. Este pequeno país sul-americano estabeleceu um mercado regulamentado que inclui o controlo governamental sobre a produção e a venda de canábis.

Para além do Uruguai, outros países da América Latina estão também a reformar as suas políticas em matéria de canábis. O México, por exemplo, legalizou a canábis para uso medicinal e está em vias de legalizar a canábis para uso recreativo, o que poderá abrir um novo e vasto mercado.

A Europa: Uma fronteira cautelosa mas em expansão

A política europeia em matéria de canábis caracteriza-se por uma abordagem cautelosa mas progressista, com uma aceitação crescente por parte do público e dos governos de todo o continente. Países como os Países Baixos há muito que toleram a venda de canábis em coffee shops e estão agora a avançar para um sistema de cultivo regulamentado para controlar melhor a cadeia de abastecimento, com a introdução do projeto-piloto de cultivo neerlandês.

Desde projectos-piloto até à quase-legalização, a Europa tem assistido a grandes mudanças na regulamentação da canábis nos últimos tempos.

No ano passado, a Europa assistiu também à aprovação de um projeto-piloto de canábis para adultos na Suíça, a uma proposta de lei de legalização na República Checa, à legalização da canábis de prescrição médica na Grécia e ao primeiro clube social de canábis em Malta.

Para não falar da maior novidade de todas, A Alemanha quase-legalização de canábis para uso recreativo, o que provocou ondas de choque em toda a Europa e não só. Dada a natureza dinâmica da regulamentação da canábis, podemos esperar mais actualizações importantes em toda a Europa, à medida que os mercados continuam a expandir-se.

Ásia e Oceânia: Mercados Emergentes e Abordagens Diversas

A Tailândia fez recentemente manchetes ao tornar-se o primeiro país asiático a descriminalizar e a permitir o cultivo e o consumo de canábis, criando um precedente numa região que tradicionalmente tem mantido leis rigorosas contra a canábis. Há alguns rumores sobre uma possível reviravolta na política tailandesa, embora a realidade ainda esteja por ver.

Noutro ponto da Ásia, o Paquistão tem feito progressos positivos na sua abordagem à canábis. Embora seja ilegal para fins recreativos, os extractos de canábis são legais para fins industriais e médicos desde 2020 e, a partir de 2024, o Paquistão lançou um organismo regulador para o comércio de canábis, a fim de fomentar o crescimento económico.

Além disso, têm-se registado movimentos positivos no Japão, com o parlamento a aprovar um projeto de lei para legalizar os medicamentos derivados da canábis.

A Austrália legalizou a canábis medicinal e está a assistir a reformas progressivas a nível estatal e territorial no que diz respeito à canábis para fins recreativos, em especial com alterações recentes em locais como o Território da Capital Australiana. Em 2023, o projeto de lei sobre a legalização da canábis (Legalising Cannabis Bill 2023) foi apresentado no senado australiano, com o objetivo de legalizar a nível federal a canábis para uso recreativo, incluindo o cultivo e o fornecimento.

A Austrália legalizou a cannabis medicinal e está a assistir a reformas progressivas a nível estatal e territorial no que respeita à cannabis recreativa.

África: A nova fronteira

Em África, o estatuto legal da canábis varia, mas vários países estão a abraçar o seu potencial económico. O Lesoto e o Zimbabué legalizaram o cultivo de canábis para fins medicinais e industriais e são ambos países com forte potencial para o futuro da canábis comercializada, tendo provado ser vias de comercialização com carregamentos já desembarcados na Alemanha.

A África do Sul autoriza o cultivo e o consumo privados na sequência de uma decisão judicial histórica. A canábis medicinal também é legal na África do Sul, sendo que os pacientes necessitam de uma receita de um médico autorizado. Estima-se que as receitas do mercado da canábis medicinal atinjam cerca de US$55,96 milhões em 2024 e prevê-se que continue a crescer nos próximos 5 anos. Os clubes sociais de membros privados são comuns na África do Sul, embora ainda operem numa zona jurídica cinzenta.

Conclusão

O panorama jurídico global da canábis está em constante evolução, com um número crescente de países a flexibilizar as restrições e a desenvolver mercados regulamentados. Para quem está envolvido na indústria da canábis, estes desenvolvimentos realçam a importância de se manter atualizado sobre o estado da legalização em todo o mundo, uma vez que cada dia pode trazer algo de novo. Este conhecimento é crucial não só para a conformidade, mas também para explorar os mercados emergentes e compreender as tendências globais.

A indústria da canábis é dinâmica e evolui rapidamente, com mudanças constantes na regulamentação e reviravoltas inesperadas.

A tendência para a legalização não tem apenas a ver com a aceitação social, mas também com benefícios económicos, uma vez que são criados novos empregos e abertos novos mercados. À medida que mais países se juntam aos que legalizam a canábis, as oportunidades de crescimento da indústria da canábis parecem cada vez mais promissoras.

Países onde a canábis é legal

Utilização recreativa:

  • Canadá
  • Geórgia
  • Alemanha
  • Luxemburgo
  • Malta
  • México
  • África do Sul
  • Tailândia
  • Uruguai

+ 24 estados, 3 territórios e o Distrito de Columbia nos EUA, e o Território da Capital Australiana na Austrália.

Utilização médica:

  • Albânia
  • Argentina
  • Austrália
  • Barbados
  • Brasil
  • Canadá
  • Chile
  • Colômbia
  • Costa Rica
  • Croácia
  • Chipre
  • República Checa
  • Dinamarca
  • Equador
  • Finlândia
  • Geórgia
  • Alemanha
  • Grécia
  • Irlanda
  • Israel
  • Itália
  • Jamaica
  • Líbano
  • Luxemburgo
  • Malawi
  • Malta
  • México
  • Países Baixos
  • Nova Zelândia
  • Macedónia do Norte
  • Noruega
  • Panamá
  • Peru
  • Polónia
  • Portugal
  • Ruanda
  • São Vicente e Granadinas
  • São Marinho
  • África do Sul
  • Espanha
  • Sri Lanka
  • Suíça
  • Tailândia
  • Ucrânia
  • REINO UNIDO
  • Uruguai
  • Vanuatu
  • Zâmbia
  • Zimbabué

+ 38 estados, 4 territórios e o Distrito de Colúmbia nos EUA.

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